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Dor Muscular: O conceito da síndrome miofascial e as novas opções de tratamento

A dor muscular, atualmente incorporada em um conceito mais amplo de síndrome dolorosa miofascial, tem sido um desafio clínico relevante no cenário da saúde desde o século passado, quando do seu real reconhecimento como patologia. Esta síndrome pode ser definida como uma disfunção neuromuscular que tem como característica a presença de regiões sensíveis em bandas musculares tensas que produzem dor referida, originando-se em um único músculo ou em vários componentes musculares, o que determina padrões complexos de dor.

Dentre os principais fatores que podem desencadear a síndrome, destacam-se os traumas, o uso excessivo ou overuse, as inflamações decorrentes doenças de base como, por exemplo, a fibromialgia, as alterações biomecânicas e posturais, as distensões crônicas, fadiga muscular, miosite aguda, entre outros.

Em resumo, a síndrome dolorosa miofascial pode acometer indivíduos saudáveis de qualquer idade, homens e mulheres na mesma proporção, geralmente referida como uma dor muscular em pontada (ponto-gatilho), que pode irradiar-se e estar associada a fraqueza ou espasmo do músculo envolvido. Seu diagnóstico continua sendo um desafio para os médicos, pela grande variabilidade de sua manifestação e associações clínicas.

Há inúmeros tipos de tratamento para a síndrome miofascial, todos eles visando a eliminação do ponto-gatilho, restauração do movimento completo das articulações e da força muscular de forma indolor. Além disso, é fundamental que o paciente possa ser orientado a prevenir-se das recorrências e bloquear os fatores desencadeantes destas.

Neste conceito define-se como terapia adequada a associação da intervenção medicamentosa com as modalidades reabilitacionais musculares, dentre estas a própria fisioterapia motora. Atualmente tem-se aventado uma infinidade de possibilidades para esta abordagem, inclusive com tratamentos intervencionistas.

Tem tido destaque a utilização dos relaxantes musculares no controle desta síndrome, como uma associação benéfica na busca do equilíbrio da musculatura envolvida, já comprovada em diversas pesquisas realizadas por institutos de referência no tratamento da dor muscular. Dentre os relaxantes, o cloridrato de ciclobenzaprina vem sendo cada vez mais incorporado na miscelânea do tratamento por ser uma relaxante muscular esquelético, priorizado nos quadros de espasmos musculares, comportando-se de maneira mais direta e, consequentemente, rápida no controle do quadro de dor e limitação apresentada pelos portadores desta síndrome, sem interferir na função do músculo envolvido. Com apresentações cada vez mais modernas, como as cápsulas de liberação prolongada, é possível aumentar a eficácia reduzindo, simultaneamente, a incidência dos efeitos indesejáveis, como a sonolência e o cansaço.

Devemos sempre lembrar que cada caso é um caso, e o médico deve atentar para a história do paciente, seus sinais e sintomas e seu exame físico, nunca negligenciando as queixas ou instituindo tratamento sem objetivo ou prognóstico.

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